Harmonização facial

Otoplastia fechada: como funciona a correção da orelha de abano

23/08/2026 Por Admin

A otoplastia fechada é uma técnica minimamente invasiva para corrigir determinados casos de orelha de abano por meio de suturas internas, sem a incisão ampla da cirurgia tradicional. Conheça as indicações, a recuperação e os resultados do procedimento.

A orelha de abano é uma alteração anatômica caracterizada pelo afastamento excessivo das orelhas em relação à cabeça. Embora não comprometa a audição, pode causar desconforto estético e afetar a autoestima de crianças e adultos.

 

A otoplastia fechada é uma técnica minimamente invasiva para corrigir casos selecionados, principalmente quando a projeção está relacionada à definição insuficiente da dobra natural da cartilagem.

 

O que é a otoplastia fechada?

 

Também conhecida como otoplastia sem incisão, a técnica utiliza pontos internos para remodelar a cartilagem e aproximar a orelha da cabeça.

 

Apesar de ser popularmente chamada de “otoplastia sem corte”, são necessárias pequenas perfurações para a passagem dos fios. A diferença é que não existe a incisão extensa atrás da orelha nem o descolamento realizado na cirurgia aberta tradicional.

 

O objetivo é reduzir a projeção sem deixar a orelha excessivamente colada, preservando um contorno natural.

 

Como o procedimento é realizado?

 

Após avaliar a posição das orelhas, a flexibilidade da cartilagem e o grau de assimetria, o médico realiza a marcação e aplica a anestesia.

 

Por meio de pequenos acessos, fios específicos são posicionados para criar ou acentuar a dobra da anti-hélice, uma das estruturas responsáveis pelo formato natural da orelha. A quantidade e a localização dos pontos variam conforme a anatomia de cada paciente.

 

Como há menor manipulação dos tecidos, a recuperação tende a ser mais rápida que a da otoplastia tradicional.

 

Qual é a diferença entre otoplastia fechada e cirurgia tradicional?

 

Na cirurgia tradicional, é realizada uma incisão atrás da orelha para acessar diretamente a cartilagem. Essa abordagem permite remodelar ou retirar tecidos e, por isso, pode ser mais adequada para deformidades complexas, cartilagens rígidas ou conchas muito aumentadas.

 

Na otoplastia fechada, a correção é feita por acessos puntiformes e suturas internas. Ela deixa menos marcas externas e geralmente apresenta recuperação mais rápida, mas possui indicações mais específicas.

 

A técnica fechada não é melhor em todos os casos. A escolha depende da estrutura da orelha e do tipo de correção necessária.

 

Para quem o procedimento é indicado?

 

A otoplastia fechada pode ser indicada para pessoas com projeção leve ou moderada, cartilagem relativamente flexível e pouca definição da dobra da anti-hélice.

 

Quando existe excesso importante da concha, cartilagem muito espessa, assimetria acentuada ou necessidade de grande remodelação, a técnica tradicional pode oferecer maior previsibilidade.

 

Somente a avaliação presencial permite confirmar qual abordagem é mais adequada.

 

Pode ser realizada em crianças?

 

Sim. Em geral, a correção pode ser considerada por volta dos cinco ou seis anos, quando a orelha já alcançou grande parte de seu desenvolvimento.

 

Além da idade, é importante avaliar a anatomia, a maturidade da criança, sua capacidade de colaborar com os cuidados e o desejo de realizar o procedimento. A decisão não deve partir apenas dos pais: a criança precisa participar do processo e compreender, dentro de sua idade, o que será realizado.

 

É necessário usar anestesia?

 

Sim. Em adolescentes e adultos colaborativos, a otoplastia fechada pode ser realizada com anestesia local, eventualmente associada à sedação.

 

Nas crianças, pode ser indicada anestesia geral para garantir conforto, imobilidade e segurança. A escolha é individualizada de acordo com idade, ansiedade, extensão da correção e condições clínicas.

 

Como é a recuperação?

 

Nos primeiros dias, é comum apresentar inchaço, sensibilidade, pequenos hematomas e sensação de pressão nas orelhas. As atividades leves costumam ser retomadas rapidamente, seguindo as orientações médicas.

 

Pode ser necessário usar uma faixa para proteger as orelhas, principalmente durante o sono. Também é importante evitar dormir sobre elas, praticar esportes de contato ou realizar atividades que possam dobrá-las ou causar traumas.

 

O acompanhamento pós-procedimento permite avaliar a cicatrização e identificar precocemente qualquer intercorrência.

 

O resultado é definitivo?

 

A otoplastia fechada busca uma correção duradoura, mas nenhum procedimento pode garantir permanência absoluta ou simetria perfeita. Com o tempo, pode ocorrer pequena perda da correção ou, menos frequentemente, afrouxamento, exposição ou reação aos fios.

 

Outros possíveis riscos incluem infecção, hematoma, irregularidade do contorno, correção insuficiente ou excessiva e necessidade de revisão. A indicação correta e os cuidados durante a recuperação aumentam a previsibilidade do resultado.

 

Onde fazer otoplastia fechada em Ipatinga?

 

Antes de realizar a otoplastia fechada, é necessário avaliar a causa da projeção, a flexibilidade da cartilagem e o resultado desejado. A consulta também permite discutir anestesia, recuperação, limitações e possíveis riscos.

 

Se você deseja corrigir a orelha de abano em Ipatinga, agende uma avaliação para saber se a técnica fechada é indicada para a sua anatomia.

 

Dra. Layara de Assis
Dermatologia e Cosmiatria em Ipatinga–MG

 

Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui uma consulta médica.