Otoplastia fechada: como funciona a correção da orelha de abano
A otoplastia fechada é uma técnica minimamente invasiva para corrigir determinados casos de orelha de abano por meio de suturas internas, sem a incisão ampla da cirurgia tradicional. Conheça as indicações, a recuperação e os resultados do procedimento.
A orelha de abano é uma alteração anatômica caracterizada pelo afastamento excessivo das orelhas em relação à cabeça. Embora não comprometa a audição, pode causar desconforto estético e afetar a autoestima de crianças e adultos.
A otoplastia fechada é uma técnica minimamente invasiva para corrigir casos selecionados, principalmente quando a projeção está relacionada à definição insuficiente da dobra natural da cartilagem.
O que é a otoplastia fechada?
Também conhecida como otoplastia sem incisão, a técnica utiliza pontos internos para remodelar a cartilagem e aproximar a orelha da cabeça.
Apesar de ser popularmente chamada de “otoplastia sem corte”, são necessárias pequenas perfurações para a passagem dos fios. A diferença é que não existe a incisão extensa atrás da orelha nem o descolamento realizado na cirurgia aberta tradicional.
O objetivo é reduzir a projeção sem deixar a orelha excessivamente colada, preservando um contorno natural.
Como o procedimento é realizado?
Após avaliar a posição das orelhas, a flexibilidade da cartilagem e o grau de assimetria, o médico realiza a marcação e aplica a anestesia.
Por meio de pequenos acessos, fios específicos são posicionados para criar ou acentuar a dobra da anti-hélice, uma das estruturas responsáveis pelo formato natural da orelha. A quantidade e a localização dos pontos variam conforme a anatomia de cada paciente.
Como há menor manipulação dos tecidos, a recuperação tende a ser mais rápida que a da otoplastia tradicional.
Qual é a diferença entre otoplastia fechada e cirurgia tradicional?
Na cirurgia tradicional, é realizada uma incisão atrás da orelha para acessar diretamente a cartilagem. Essa abordagem permite remodelar ou retirar tecidos e, por isso, pode ser mais adequada para deformidades complexas, cartilagens rígidas ou conchas muito aumentadas.
Na otoplastia fechada, a correção é feita por acessos puntiformes e suturas internas. Ela deixa menos marcas externas e geralmente apresenta recuperação mais rápida, mas possui indicações mais específicas.
A técnica fechada não é melhor em todos os casos. A escolha depende da estrutura da orelha e do tipo de correção necessária.
Para quem o procedimento é indicado?
A otoplastia fechada pode ser indicada para pessoas com projeção leve ou moderada, cartilagem relativamente flexível e pouca definição da dobra da anti-hélice.
Quando existe excesso importante da concha, cartilagem muito espessa, assimetria acentuada ou necessidade de grande remodelação, a técnica tradicional pode oferecer maior previsibilidade.
Somente a avaliação presencial permite confirmar qual abordagem é mais adequada.
Pode ser realizada em crianças?
Sim. Em geral, a correção pode ser considerada por volta dos cinco ou seis anos, quando a orelha já alcançou grande parte de seu desenvolvimento.
Além da idade, é importante avaliar a anatomia, a maturidade da criança, sua capacidade de colaborar com os cuidados e o desejo de realizar o procedimento. A decisão não deve partir apenas dos pais: a criança precisa participar do processo e compreender, dentro de sua idade, o que será realizado.
É necessário usar anestesia?
Sim. Em adolescentes e adultos colaborativos, a otoplastia fechada pode ser realizada com anestesia local, eventualmente associada à sedação.
Nas crianças, pode ser indicada anestesia geral para garantir conforto, imobilidade e segurança. A escolha é individualizada de acordo com idade, ansiedade, extensão da correção e condições clínicas.
Como é a recuperação?
Nos primeiros dias, é comum apresentar inchaço, sensibilidade, pequenos hematomas e sensação de pressão nas orelhas. As atividades leves costumam ser retomadas rapidamente, seguindo as orientações médicas.
Pode ser necessário usar uma faixa para proteger as orelhas, principalmente durante o sono. Também é importante evitar dormir sobre elas, praticar esportes de contato ou realizar atividades que possam dobrá-las ou causar traumas.
O acompanhamento pós-procedimento permite avaliar a cicatrização e identificar precocemente qualquer intercorrência.
O resultado é definitivo?
A otoplastia fechada busca uma correção duradoura, mas nenhum procedimento pode garantir permanência absoluta ou simetria perfeita. Com o tempo, pode ocorrer pequena perda da correção ou, menos frequentemente, afrouxamento, exposição ou reação aos fios.
Outros possíveis riscos incluem infecção, hematoma, irregularidade do contorno, correção insuficiente ou excessiva e necessidade de revisão. A indicação correta e os cuidados durante a recuperação aumentam a previsibilidade do resultado.
Onde fazer otoplastia fechada em Ipatinga?
Antes de realizar a otoplastia fechada, é necessário avaliar a causa da projeção, a flexibilidade da cartilagem e o resultado desejado. A consulta também permite discutir anestesia, recuperação, limitações e possíveis riscos.
Se você deseja corrigir a orelha de abano em Ipatinga, agende uma avaliação para saber se a técnica fechada é indicada para a sua anatomia.
Dra. Layara de Assis
Dermatologia e Cosmiatria em Ipatinga–MG
Este conteúdo possui finalidade informativa e não substitui uma consulta médica.